Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
Tentado pela maçã que invade seu pseudo-espaço, angustiado pela irresolução que se lança sobre suas fantasias, instável como um big bang caótico, que se faz em uma rubra pincelada em um céu vazio, perdido de uma viagem eterna em um mar de consciência flutuante, eis o navio de cristal, eis três viajantes em um mesmo barco, tão frágil quanto a relatividade de suas emoções, sozinhos a buscar pelo ideal perdido, doce vicio, quanto ao qual é escrever sobre o que há de ser, pensar, fazer, sonhar e por fim realizar.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Confusão meia boca.


     Nunca tive medo de começar algo, já tive medo de terminar, hoje não tenho medo nem disso nem daquilo, fico assustado, mas isso nunca é maior do que deveria ser. São trocas de novelas e meras conseqüências, caprichos e expectativas sem muita altitude, mas conhecemos exceções não é mesmo? Na duvida, siga em frente.


 Sensação, eu tive a certeza de que iria morrer e através daquilo tive certeza de quem eu era, pois me mantive fiel as impressões de outrora se desenrolando em expressões originais, uma piada pra recordar. Tenho muita experiência, mas sempre vai faltar, a inexistência toma forma pro ser consciente. Vou registrá-la, pois quando a minha novela terminar, em algum lugar vai estar gravado. Nenhum filho, nenhum casamento, nenhuma posse, rabiscos do homem primitivo na parede moderna, hora meia boca, hora caprichosos. Felicidade que se mistura em tragédia.
Estive em um lugar, muito, muito alto, não dava pra chegar lá sozinho, vinte cigarros e uma garrafa; 100 metros acima e uma queda. Uma garota; o topo do pico e uma avalanche conseguinte. Eu estou curioso, não tenho ficado muito tempo sozinho, nem muito tempo acompanhado, quando contente, nem sempre com um sorriso no rosto, quando triste, nem sempre introspectivo, sei quem vai me levar ao topo em um salto e cair após a chegada, sei quem vai subir comigo e simplesmente desistir por estar cansada, e principalmente eu sei, sei quem vai ficar. Eu quero sentar, tomar um bom vinho e ficar tonto, tirar fotos com meus amigos e me encher de nostalgia, esquecer do mundo e consumir um longo momento alienante, amar e sentir saudades. Eu não quero uma bexiga furada, um suspiro fugaz ou segurança em excesso. Eu nunca achei tão bonito, fogos de artifício, mas eu sempre quis explodir como um, gozar, gozar, gozar.
J.

Um comentário:

  1. Imagens fortes... Cara, essa é a melhor crônica que tu já fez.

    Abraço

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