Há uma garota,
guria, mulher para qual eu fiz referência ou dediquei a maioria dos meus textos
e esse aqui é bem direto, para ela em especifico. O fato é que passei boa parte
desses anos escrevendo algo reclamando sobre ter perdido, ou sobre como sentia
sua falta, nossa, a vida é mesmo engraçada, eu nunca a perdi, nem nunca vou
perdê-la.
Depois que
descobri isso me sinto meio ignorante para divagar com certeza sobre algo, mas
disso eu acho que tenho alguma certeza; não é porque beijei a ti em nosso
reencontro que nunca a perdi, mas simplesmente porque sei sobre o que falo, e
este saber vai além do toque entre peles, vai além da emoção de estar.
“Na primeira hora te quero longe, você é só
mais alguém, mesmo que eu demonstre um interesse especial em estar ao seu lado,
respeite a distancia da minha pele! mas você me toca e me assusta, eu não sei
bem o que isso quer dizer, mas ainda não quero o teu toque”.
“Na segunda hora eu permito, você é alguém
para mim e pode alguma coisa, tocar é natural e isso não vai além, estou
sorrindo feito um idiota, caminhando ingênuo, e esperando que mais horas
passem, com você ao lado, é claro”.
“Na terceira hora somos amigos íntimos,
confidentes, já temos alguma ideia no que isso vai resultar, discutimos por
algo que não importa muito, eu sinto que devo ir embora, nosso reencontro não
pode passar da onde está”.
“Na quarta hora somos amantes, namorados que
nunca se separaram e nem disso são capazes, um beijo muito desejado, difícil de
ser descrito porque a impressão foi além do normal, nosso momento é só o que
importa, surreal...
Eu não sei
quantas vezes esses momentos podem se repetir, muito menos a formula para
manter você comigo do jeito que eu quero, eu não vou me desgraçar pensando até
descobrir, ou lutar mil batalhas por você. Vez em quando já me basta, porque
sempre vem e vai, você em mim, eu em você, sem mim e sem você.
Quando eu
disse que nunca a perdi, não quer dizer que eu te tenho, mas que no nosso
sempre, na nossa estória, sempre nos queremos. Me beija mais! Não me importo em trair, não com você, mas eu
sei de outra coisa, isso pode mudar. O tempo muda as coisas, e ainda assim
outras nunca mudam não é?
Uma mudou,
essa você precisa saber; não sou mais de me entregar sem pensar, a parte que
você tem é a que nunca perdeu, porque quando eu te amei, eu deixei com você, e
ainda está, “sempre” estará.
J.
